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Por que Elon Musk decidiu colocar compra do Twitter 'de molho'

G1 - Tecnologia - Sex, 05/13/2022 - 15:51

O bilionário quer mais dados sobre contas falsas, provocando especulações sobre o futuro do acordo. Elon Musk Reuters Elon Musk declarou que o acordo de US$ 44 bilhões para comprar o Twitter está suspenso depois que ele questionou a proporção de contas falsas ou de spam na plataforma de mídia social. Ele disse que aguarda informações "que confirmem o cálculo de que contas falsas/spam de fato representam menos de 5% dos usuários". LEIA TAMBÉM: Contas falsas e spam: entenda o problema que fez Elon Musk suspender a compra do Twitter Elon Musk no Twitter: a cronologia da negociação até a suspensão do acordo de compra De onde Musk vai tirar US$ 44 bilhões para pagar pela rede social? Musk diz estar preocupado em como limpar o Twitter das contas falsas ou de spam (que compartilham conteúdos automatizados e em série). No entanto, analistas especulam que ele poderia estar tentando renegociar o preço ou até mesmo recuar da aquisição. Após o tuíte de Musk, o preço das ações do Twitter caiu até 25% nas negociações antes da abertura das bolsas de valores. Pouco depois, ele usou a plataforma de mídia social novamente para reforçar que "ainda está comprometido com a aquisição". Sob os termos do acordo assinado, se Musk ou o Twitter desistirem do acordo, uma das partes deve pagar ao outro lado uma multa de rescisão de US$ 1 bilhão. O Twitter informou há mais de duas semanas que contas falsas representavam menos de 5% de seus usuários ativos diários durante os primeiros três meses deste ano. No entanto, a empresa disse que, ao determinar a quantidade de contas falsas ou de spam, "aplicou um cálculo significativo, portanto, nossa estimativa de perfis falsos ou de spam pode não representar com precisão o número real de tais contas". "O número real de contas falsas ou de spam pode ser maior do que estimamos. Estamos continuamente buscando melhorar nossa capacidade de calcular o total desses perfis", afirmou. Musk, que é a pessoa mais rica do mundo de acordo com a revista Forbes, está agora examinando mais a fundo esses números. Musk publicou que a compra do Twitter estava suspenso. Reprodução No tuíte acima, Musk escreveu em inglês: "O acordo com o Twitter está suspenso temporariamente por causa de detalhes pendentes que suportam o cálculo de que contas falsas/spam representam, de fato, menos de 5% dos usuários". O Twitter há muito tem um problema com contas falsas automatizadas, que são usadas para postar conteúdos de forma recorrente e em série. Musk diz querer "derrotar os bots de spam" no Twitter, bem como promover várias outras mudanças, incluindo a recuperação de algumas contas que foram banidas, como a do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Dan Ives, analista de tecnologia da empresa de investimentos Wedbush Securities, disse que o tuíte de Musk "transformaria este show de circo sobre o Twitter em um show de terror de sexta-feira 13". O analista acrescentou que o mercado financeiro agora verá algumas possibilidades futuras para o acordo. "Número um, o negócio provavelmente desmoronando; dois, como Musk buscando por um preço mais baixo; ou três, como Musk simplesmente se afastando do acordo com uma taxa de rompimento de US$ 1 bilhão". Ives aponta que, se Musk ainda seguir em frente com a compra, uma "renegociação provavelmente está na mesa". Para ele, esse questionamento sobre as contas falsas pode ser interpretada "como uma maneira de sair deste acordo em um mercado em grande mudança". LEIA TAMBÉM: WhatsApp liberar reações com emojis para usuários; saiba como atualizar Carro movido a eletricidade, esterco e hidrogênio bate recorde mundial de autonomia Guia para carreira em TI: profissões, salários, por onde começar e como se desenvolver em tecnologia "A capacidade de Musk criar tanta incerteza após um tuíte é muito preocupante para nós... Todo esse acordo vira um show de circo, com muitas perguntas e nenhuma resposta concreta sobre o caminho daqui para frente." Análise de Zoe Kleinman, editora de tecnologia da BBC Eis outra reviravolta na tentativa de Elon Musk comprar o Twitter. Uma de suas prioridades, disse ele, era "limpar" a plataforma — eliminando os robôs e contas de spam que ele acredita serem prejudiciais à rede social. No entanto, o Twitter afirma que menos de 5% de seus usuários ativos são perfis falsos. Há evidências que apontam para os dois lados. Se uma minoria dos usuários do Twitter for robôs, isso significa, então, que não há um diamante bruto para ser lapidado aqui. Será que o que você vê na rede social reflete a realidade mesmo, não algo mediado por contas falsas e automatizadas? Se sim, isso torna a proposta de compra menos valiosa? É claro que também é possível que a nova hesitação de Musk decorra de como ele pretende financiar o negócio — ele inclusive já teve que vender algumas de suas valiosas ações da Tesla para arrecadar fundos da compra do Twitter, o que acabou afetando a empresa de automóveis elétricos. Elon Musk certamente tem muito a pensar. Musk também é presidente-executivo da Tesla e usou grande parte de suas ações na fabricante de carros elétricos para financiar parte da aquisição do Twitter. Ele vendeu 8,5 bilhões de dólares em ações da empresa e planejava um empréstimo de US$ 12,5 bilhões, embora esse valor tenha sido reduzido para US$ 6,5 bilhões. O preço das ações da Tesla caiu acentuadamente desde que Musk revelou que queria comprar o Twitter. Existe o temor de que ele precise vender mais ações da empresa automobilística para concluir a transação pela rede social. Porém, depois que Musk tuitou que o acordo com o Twitter estava temporariamente suspenso, o preço das ações da Tesla saltou 6,7% nas negociações antes da abertura oficial do mercado. A mais recente decisão de Musk também ocorre após dois executivos do Twitter anunciarem que estão deixando a empresa. Kayvon Beykpour, que liderou a divisão de consumo do Twitter, e Bruce Falck, que supervisionou a área de receitas, tuitaram na quinta-feira (12/5) que as saídas não aconteceram por decisões deles mesmos. A partir desta semana, a empresa também disse que paralisou a maioria das contratações, com exceção da chegada de funcionários para "funções-chave do negócio". M

Contas falsas e spam: entenda o problema que fez Elon Musk suspender temporariamente a compra do Twitter

G1 - Tecnologia - Sex, 05/13/2022 - 14:46

Rede social afirma que menos de 5% de sua base de usuários são formados por perfis fake ou robôs que disparam mensagens. O bilionário quer mais detalhes desses dados. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration Elon Musk anunciou nesta sexta-feira (13) que suspendeu a compra do Twitter de forma temporária para que a empresa apresente dados do número de bots e contas falsas em sua plataforma. De acordo com o bilionário, faltam detalhes dos cálculos revelados recentemente pela rede social. Dados do Twitter indicam que os perfis fake e usados para postagens de mensagens de spam representam 5% da base de 229 milhões de usuários ativos da rede. LEIA TAMBÉM: Quem é Elon Musk e por que ele quer comprar a rede social? Elon Musk no Twitter: a cronologia da negociação até a suspensão do acordo de compra Desafio para duelo com Putin, colonização de Marte: as polêmicas de Elon Musk Horas depois de pedir mais informações sobre as contas falsas no serviço, Musk usou o Twitter para dizer que "segue comprometido" com a compra da rede social, acertada por US$ 44 bilhões. Musk publicou que a compra do Twitter estava suspensa. Reprodução O magnata já demonstrou publicamente sua preocupação com a possibilidade de a rede social "estar morrendo". Além dos perfis falsos, Musk aponta que várias contas de celebridades têm muitos seguidores, mas não têm conteúdo publicado frequentemente na plataforma. Veja quais são as principais dúvidas e como a rede social pode atacar o problema. Elon Musk diz que processo para a compra de Twitter está suspenso, depois volta atrás O que são bots, contas falsas e perfis de spam? Em resumo, bots ou robôs são contas controladas por um programa de computador que pode fazer todas as ações de um usuário comum do Twitter: curtir conteúdos, seguir outros usuários, publicar e retuitar postagens. Esse tipo de conta pode ser usado para diversos fins: desde informar sempre que determinado perfil posta uma nova mensagem até disseminar notícias falsas. (Saiba mais sobre o uso malicioso de bots no Twitter) Já contas falsas ou perfis fake são contas que representam uma pessoa, organização ou empresa que não existe realmente nas redes sociais. Eles podem ser criados usando nomes, informações e fotos de celebridades, personagens da ficção ou até mesmo fazendo uso indevido de dados de terceiros. Não necessariamente um perfil falso é um robô. Tanto no Twitter quanto em outras redes sociais há perfis que são usados e atualizados por usuários reais. Já os chamados bots de spam usam essas ações para atividades que podem ser prejudiciais, como divulgação excessiva de marketing para determinada empresa ou disseminação de mentiras para influenciar a opinião dos usuários a respeito de um assunto ou político. No caso de robôs envolvidos em golpes, eles também podem ser chamados de scam bots. O próprio Elon Musk comentou em entrevista recente que vive esbarrando em golpes que usam a promessa de lucros com criptomoedas para atrair vítimas. Quantas contas falsas o Twitter tem? Não é possível chegar a um número exato de quantas contas falsas existem na rede social. Em seu último relatório de resultados enviado para a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), o Twitter afirma ter conhecimento de que "existem várias contas falsas ou de spam na plataforma". A empresa estima que elas representem 5% da base de 229 milhões de usuários ativos da rede social. O que significa que estariam em torno de 11,5 milhões de contas. Só que o próprio Twitter reconhece que essa informação pode ser diferente. "Nossa estimativa de contas falsas ou de spam pode não representar com precisão o número real de tais contas, e o número real de contas falsas ou de spam pode ser maior do que estimamos", afirma o documento enviado pela rede social à SEC. De acordo com o documento, o time da rede social aplicou um "julgamento significativo" para chegar a esse dado. Ou seja, não é possível dizer quanto essa estimativa foi influenciada ou quais critérios a empresa usou para chegar à informação. Curiosamente, após o anúncio do acordo com Musk, um movimento atípico no Twitter chamou a atenção de especialistas: perfis conservadores, incluindo o do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), ganharam milhares de novos seguidores. Em entrevista à BBC Brasil, o CEO da plataforma BotSentinel, Christopher Bouzy, diz que essas contas não são "orgânicas". Já o Twitter afirmou que as oscilações parecem ter ocorrido de forma natural. Elon Musk e o Twitter: Uma relação antiga e polêmica O que Elon Musk pensa sobre o assunto? Em abril, o executivo disse que esse tipo de conta automatizada seria seu principal alvo ao assumir o controle da rede social. "Francamente, a minha maior prioridade seria eliminar os bots de spam e golpes [scam] e os exércitos de bots que existem no Twitter. Eles fazem o produto ser muito pior", disse Musk em uma entrevista durante o evento TED. Musk ainda brincou que gostaria de ter um "dogecoin para cada golpe envolvendo criptomoedas" que já viu. O magnata é um entusiasta das moedas virtuais, como o dogecoin, e costuma tuitar sobre o assunto com frequência em seu perfil. Quais malefícios os bots podem causar? O uso malicioso de perfis automatizados pode influenciar de forma negativa em redes sociais e, em alguns casos, prejudicar financeiramente os usuários. Os principais impactos negativos , segundo o próprio Twitter, são: uso mal-intencionado de automação para minar ou interromper uma conversa pública, como tentar fazer que algo seja tendência; ampliação artificial de conversas no Twitter, inclusive por meio da criação de contas múltiplas ou sobrepostas; gerar transações envolvendo golpes; usar uma hashtags de forma repetitiva e abusiva, incluindo termos não relacionados em um tuíte para inflar artificialmente um tema. A rede social diz que se mantém proativa na busca e exclusão desses comportamentos. Como o Twitter lida com o problema? A rede social permite os bots em sua plataforma, desde que essas contas sejam sinalizadas. Além disso, a companhia diz que retira esses perfis de suas estimativas de usuários ativos. "Estamos continuamente buscando melhorar nossa capacidade de estimar o número total de contas de spam e eliminá-las do cálculo de usuários, e fizemos melhorias em nossos recursos de detecção que resultaram na suspensão de um grande número de spam, automação maliciosa e contas falsas", diz o documento mais recente de resultados do Twitter. Uma pesquisa realizada pelo próprio Twitter em 2021 revelou que a grande quantidade de bots e contas falsas era a principal preocupação dos usuários da plataforma. Em postagem no blog oficial da empresa em setembro de 2021, o Twitter afirma que treina seus algoritmos para reconhecer padrões de atividade maliciosa e que entre 5 milhões e 10 milhões de contas são investigadas todas as semanas. Os usuários também são incentivados a denunciar contas de spam e golpes. A empresa também afirma que tem um time forense de investigador para detectar se as contas são automatizadas e identificar campanhas nocivas na rede. A cada seis meses, a companhia divulga um relatório de transparência, no qual indica as exclusões de perfis e outros dados sobre o assunto. O problema pode travar a negociação entre Musk e Twitter? Ainda é cedo para dizer. Cerca de duas horas depois de anunciar que as negociações de compra da rede social estavam suspensas, Musk voltou ao Twitter para dizer que "ainda estava comprometido com a compra" da companhia. O bilionário é conhecido por ser temperamental (saiba mais sobre as polêmicas de Musk), o que torna o desfecho da transação pouco previsível. Depois da primeira mensagem sobre o assunto, as ações do Twitter caíram em torno de 20% nas negociações pré-mercado da bolsa dos EUA. Na abertura das negociações, a queda no valor das cotas da empresa era de 10,98%.

Como estatal desbancou Apple do topo das empresas mais valiosas do mundo

G1 - Tecnologia - Sex, 05/13/2022 - 10:26

Produtora estatal de petróleo e gás Aramco, da Arábia Saudita, passou para o topo da lista. É a primeira vez que a empresa ocupa o primeiro lugar desde 2020. Ações da Apple registraram queda de mais de 5% em Nova York na quarta-feira (11/5) Getty Images via BBC A Apple perdeu sua posição como a empresa mais valiosa do mundo em meio a uma ampla liquidação de ações da área de tecnologia. Nesse cenário, a Aramco, produtora estatal de petróleo e gás da Arábia Saudita, passou para o topo da lista. É a primeira vez que a Aramco ocupa o primeiro lugar desde 2020. Investidores têm vendido ações de empresas de tecnologia à medida que migram para o que consideram ativos menos arriscados. O brasileiro Nubank, por exemplo, maior banco digital do mundo, é um dos que vem sofrendo com esse movimento. Desde sua estreia na Bolsa de Nova York, em dezembro do ano passado, suas ações já caíram 60% e a fintech perdeu o posto de banco mais valioso do Brasil e da América Latina. Musk diz ainda estar comprometido com compra do Twitter após anunciar suspensão do acordo Bitcoin volta a passar de US$ 30 mil, mas perdas no ano ainda passam de 30% Bitcoin, outras grandes criptomoedas e ativos digitais também continuaram a cair acentuadamente. As ações da Apple registraram queda de mais de 5% em Nova York na quarta-feira (11/5) – a empresa encerrou o pregão com um valor de mercado de US$ 2,37 trilhões (R$ 12,2 trilhões). Com isso, a gigante de tecnologia perdeu sua posição como a empresa mais valiosa do mundo para a produtora de petróleo e gás Aramco, avaliada em US$ 2,42 trilhões (R$ 12,4 trilhões). As ações dos produtores de energia subiram neste ano devido ao aumento do custo do petróleo bruto e do gás natural. Enquanto isso, as ações da Apple caíram quase 20% no mesmo período, após uma venda maciça de ações de tecnologia. A bolsa americana Nasdaq fechou em queda de 3,2% em Nova York nesta quarta-feira, depois que dados oficiais mostraram que a inflação nos EUA atingiu a maior alta em quase 40 anos. O aumento generalizado dos preços tem sido a maior ameaça à recuperação da economia global à medida que o mundo emerge da pandemia de covid-19. Bancos centrais responderam ao problema aumentando as taxas de juros, o que fez com que investidores liquidassem ativos mais arriscados devido a preocupações de que o custo mais alto dos empréstimos deve desacelerar o crescimento econômico. No Brasil, não foi diferente. O Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, para 12,75% ao ano, a décima alta consecutiva. O movimento de evitar ativos de risco também ajudou a empurrar para baixo o preço do bitcoin. A maior e mais conhecida criptomoeda do mundo já perdeu cerca de 60% de seu valor desde que atingiu um recorde em novembro do ano passado. A Ether, a moeda digital ligada à rede blockchain ethereum, também caiu acentuadamente, perdendo mais de 40% de seu valor na última semana. Impacto da pandemia Em janeiro, a Apple se tornou a primeira empresa do mundo a valer US$ 3 trilhões, quase duas vezes o PIB brasileiro em 2020 (Produto Interno Bruto, ou soma de bens e serviços de um país). A gigante de tecnologia aumentou seu valor durante a pandemia de covid-19, já que os gastos com aparelhos aumentaram durante as quarentenas. Outras empresas de tecnologia também viram a demanda por seus produtos disparar ao mesmo tempo em que as pessoas se tornaram mais dependentes de smartphones, tablets e laptops. Em um período de pouco mais de 16 meses, o valor de mercado da Apple saltou de US$ 2 trilhões para US$ 3 trilhões. Enquanto isso, a gigante estatal do petróleo Saudi Aramco se beneficiou do aumento dos preços da energia. A Arábia Saudita é o maior produtor do cartel de petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Saudi Aramco mais que dobrou seu lucro líquido, para US$ 110 bilhões em 2021, acima dos US$ 49 bilhões em 2020. A reabertura das economias após as medidas de restrição da covid-19 levou a um forte aumento nas tarifas de energia em 2021, e este ano a guerra na Ucrânia elevou os preços ainda mais, uma vez que os países buscam alternativas à Rússia para suprimentos.

Elon Musk no Twitter: a cronologia da negociação até a suspensão do acordo de compra

G1 - Tecnologia - Sex, 05/13/2022 - 08:58

O bilionário afirmou nesta sexta-feira (13) que a compra da rede social estava suspensa temporariamente, mas ainda se diz 'comprometido' com a transação. Parte significativa da fortuna de Elon Musk está ligada às suas ações da Tesla AP Photo/Matt Rourke Elon Musk tem uma relação antiga e polêmica com o Twitter. Em março, o bilionário comprou uma fatia de 9,2% das ações da rede social e, poucas semanas depois, chegou a um acordo para comprar a empresa por US$ 44 bilhões. Só que, nesta sexta-feira (13), o executivo anunciou que a negociação está temporariamente suspensa – apesar de se manter "comprometido" com a transação. Compartilhe essa notícia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram O anúncio fez com que as ações da companhia caíssem em torno de 20% nas negociações prévias à abertura da Bolsa de Nova York. O motivo do impasse para é uma crítica antiga de Musk ao Twitter: a presença de contas falsas na plataforma. Em entrevista recente, o homem mais rico do mundo disse que eliminar bots e contas que disparam milhares de mensagens será uma de suas prioridades como dono da rede social. Segundo Musk, ainda há pendências nos dados do Twitter sobre a quantidade desses perfis na rede social. Segundo a empresa, elas representam menos de 5% dos usuários. Acompanhe a cronologia da negociação entre o bilionário e a rede social: Março de 2022: Musk e a liberdade de expressão Respondendo um seguidor, Musk afirma que cogitava criar rede social para promover "liberdade de expressão" na internet. Nesse momento, o bilionário já havia comprado ações do Twitter, mas a notícia só seria divulgada semanas demais. O executivo fez uma série de enquetes em seu perfil sobre o papel do Twitter como uma "arena" que deveria permitir opiniões divergentes. 1º de abril: botão editar O perfil oficial do Twitter apontou que a rede social estava criando um recurso para editar tuítes. A postagem foi tomada como uma brincadeira do Dia da Mentira, mas a informação de que a companhia estuda como adicionar a função foi confirmada dias depois, inclusive, por Musk. Twitter diz que trabalha em recurso de editar tuítes Divulgação/Twitter 04 de abril: Elon Musk, acionista O fundador da Tesla se tornou o maior acionista individual da rede social, com 9,2% das ações da companhia. 05 de abril: Indicação ao conselho da empresa Musk foi apontado como membro do conselho de diretores do Twitter um dia após divulgar sua participação na empresa. O magnata respondeu um post do CEO da rede social, Parag Agrawal, prometendo "melhorias significativas" para a plataforma. 10 de abril: Elon Musk desiste do conselho No dia em que sua avaliação seria considerada para o conselho do Twitter, o magnata desistiu de ter uma cadeira no grupo que lidera a rede social. 14 de abril: Musk faz uma oferta O bilionário fez uma proposta para adquirir completamente o Twitter por mais de US$ 44 bilhões, segundo um documento regulatório da rede social. O conselho da companhia disse que avaliaria a oferta. Quem é Elon Musk, bilionário eleito 'Personalidade do Ano' pela revista 'Time' 15 de abril: Musk tem 'plano B' e não quer dinheiro Um dia depois de sua oferta, Elon Musk disse em uma entrevista que tinha um "plano B" caso não conseguisse comprar o Twitter. Ele alegou que "fazer dinheiro" com a rede social não está no centro da negociação e disse que a plataforma é arena importante para a liberdade de expressão no mundo. Na mesma entrevista, ele disse que eliminar bots e contas falsas seria uma de suas prioridades ao assumir a rede social. "Ter uma plataforma pública que é massivamente confiável e amplamente inclusiva é extremamente importante para o futuro da civilização”, disse Musk em entrevista. 21 de abril: US$ 21 bilhões 'do bolso' para comprar o Twitter Elon Musk, afirma em um documento apresentado à SEC que conseguiu quase US$ 46,5 bilhões para financiar a operação. O bilionário diz que pretende destinar US$ 21 bilhões de sua fortuna para comprar Twitter e que o valor restante será conseguido por meio de dois empréstimos com o banco Morgan Stanley, um de US$ 13 bilhões e outro de US$ 12,5 bilhões. 25 de abril: Musk chega a acordo para comprar Twitter No dia 25 de abril o Twitter anunciou que fechou um acordo definitivo para ser comprado por Musk. A transação é estimada em US$ 44 bilhões. Com a compra, o Twitter se tornará uma companhia de capital fechado. O acionistas vão receber US$ 54,20 por cada ação comum, o que significa um prêmio de 38% sobre o preço dos papéis em 1º de abril. Elon Musk e o Twitter: Uma relação antiga e polêmica 29 de abril: Imprensa dos EUA: Musk quer cortar salários A imprensa dos Estados Unidos destacou que Musk poderia reduzir os salários dos executivos e do conselho da empresa de mídia social. Esse teria sido um dos argumentos usados para convencer os banqueiros a emprestarem o dinheiro para a compra do Twitter. A informação foi divulgada pela Bloomberg News e confirmada pela Reuters. 2 de maio: Twitter divulga número de contas falsas O Twitter estima que menos de 5% de sua base de usuários é formada por contas falsas ou voltadas para publicar spam. A informação foi apresentada no relatório de resultados trimestrais da companhia. Segundo o documento, a rede social tem 229 milhões de usuários ativos. Segundo Musk, o Twitter ainda precisa apresentar números que comprovem essa informação. 6 de maio: acionistas contestam a compra Um fundo de pensão da Flórida processou o bilionário e a rede social argumentando que Musk tinha acordos com outros grandes acionistas, incluindo seu consultor financeiro Morgan Stanley e o criador da plataforma, Jack Dorsey, para apoiar a compra Por isso, a compra não pode ser concluída antes de 2025. 10 de maio: Musk fala sobre a volta de Trump Em uma conferência, Elon Musk disse que voltaria atrás na suspensão do ex-presidente americano, Donald Trump, do Twitter. "Eu reverteria a suspensão permanente [de Trump]", disse Musk em evento do Financial Times. O magnata diz que ele e Jack Dorsey, cofundador do Twitter, concordam que não deve haver banimentos permanentes na rede social. Demissão de executivos e congelamento de contratações 12 de maio:Twitter demite dois executivos O Twitter comunicou nesta quinta-feira (12) aos seus funcionários a demissão dos chefes das áreas de consumo e receitas. A empresa também anunciou uma pausa nas contratações e uma revisão nas vagas em aberto, segundo a agência de notícias Reuters. 12 de maio: Dorsey não quer voltar Respondendo a um seguidor no Twitter, o cofundador e ex-CEO da rede social, Jack Dorsey afirmou que nunca mais quer ser CEO da plataforma. Antes de Elon Musk comprar ações, Dorsey era o maior acionista individual da companhia e membro de seu conselho de administração. 13 de maio: Musk suspende a compra "O acordo (para a compra) do Twitter está temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentam que contas falsas de fato representam menos de 5% dos usuários", afirmou, em um post na rede social. Depois do anúncio, as ações do Twitter caíram em torno de 20% nas negociações prévias à abertura da Bolsa de Wall Street, segundo a France Presse. Horas depois, Musk voltou a tuitar que segue "comprometido com a compra" da rede social.

Ações do Twitter caem quase 11% na abertura da Bolsa de Nova York após Musk anunciar suspensão temporária de acordo de compra

G1 - Tecnologia - Sex, 05/13/2022 - 07:52

Homem mais rico do mundo apontou pendências sobre a quantidade de contas falsas na plataforma de mídia social. Logo da empresa Twitter ao lado do perfil do bilionário americano, Elon Musk Dado Ruvic/REUTERS A abertura da Bolsa de Nova York nesta sexta-feira (13) registrou queda de 10,98% nas ações do Twitter. A queda ocorreu horas depois de Elon Musk a ter anunciado a suspensão temporária da compra do Twitter, à espera de detalhes sobre a proporção de contas falsas na rede social. Duas horas depois, ele disse que "ainda está comprometido com a compra". Compartilhe essa notícia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram Depois do anúncio, a ação do Twitter caiu em torno de 20% nas negociações prévias à abertura da Bolsa de Nova York, segundo a France Presse. "O acordo (para a compra) do Twitter temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentam que contas falsas de fato representam menos de 5% dos usuários", afirmou, em um post na rede social. LEIA TAMBÉM: Quem é Elon Musk, o homem mais rico do planeta WhatsApp libera reações com emojis em mensagens; saiba como atualizar No final de abril, o homem mais rico do mundo anunciou um acordo para comprar a rede social por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões). Criada em 2006, a plataforma tem mais de 217 milhões de usuários mensais. Raio X do Twitter Arte/g1

Musk diz ainda estar comprometido com compra do Twitter após anunciar suspensão do acordo

G1 - Tecnologia - Sex, 05/13/2022 - 07:12

Em post, bilionário apontou pendências sobre a quantidade de contas falsas na plataforma de mídia social; ações desabaram. Transação envolve pagamento de US$ 44 bilhões. Elon Musk Reuters Depois de afirmar no início da manhã desta sexta (13) que havia temporariamente suspendido a compra do Twitter, o bilionário Elon Musk afirmou que "ainda está comprometido com a compra" da rede social. As duas afirmações foram feitas no próprio Twitter. Quem é Elon Musk e por que ele quer comprar a rede social? Desafio para duelo com Putin, colonização de Marte: as polêmicas de Elon Musk O que pode mudar no Twitter na "era Musk" Primeiro, Musk afirmou que detalhes sobre contas falsas ainda estão em discussão. Musk publicou que a compra do Twitter estava suspenso. Reprodução "O acordo (para a compra) do Twitter está temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentam que contas falsas de fato representam menos de 5% dos usuários", afirmou, em um post na rede social. Elon Musk no Twitter: a cronologia da negociação até a suspensão do acordo de compra De onde Elon Musk vai tirar US$ 44 bilhões para comprar o Twitter Duas horas depois, ele publicou: Pouco depois, o bilionário fez outra publicação afirmando que "ainda está comprometido com a compra". Reprodução "Ainda comprometido com a compra". Depois da mensagem, as ações do Twitter caíram em torno de 20% nas negociações pré-mercado da bolsa dos EUA, segundo a France Presse. Na abertura das negociações, a queda no valor das cotas da empresa era de 10,98%. No final de abril, o homem mais rico do mundo anunciou um acordo para comprar a rede social por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões). LEIA TAMBÉM: WhatsApp libera reações com emojis para mensagens; saiba como atualizar Guia para carreira: com salários de até de R$ 40 mil, o mercado de TI está aquecido Criada em 2006, a plataforma tem mais de 217 milhões de usuários mensais. O negócio tem sido alvo também de contestação de acionistas. No último dia 6, Musk e a rede social foram processados ​​pelo Orlando Police Pension Fund, um fundo de pensão da Flórida, que busca impedir o magnata de concluir a compra da empresa de mídia social antes de 2025. Raio X do Twitter Arte/g1 Conheça mais sobre Elon Musk no vídeo abaixo: Elon Musk, bilionário que comprou o Twitter, é conhecido por ser temperamental r De onde Elon Musk vai tirar US$ 44 bilhões para comprar o Twitter? Parte significativa da fortuna de Elon Musk está ligada às suas ações da Tesla AP Photo/Matt Rourke A compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk levantou diversas perguntas sobre o futuro da rede social e sobre a transação em si. Dentre elas, de onde virá o dinheiro que será usado para a concluir a transação de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões). Em um documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos no dia 21 de abril, Musk disse que tem compromissos com o banco Morgan Stanley para obter dois empréstimos, um de US$ 13 bilhões e outro de US$ 12,5 bilhões, uma soma de US$ 25,5 bilhões. O valor deste crédito foi confirmado em outro documento da SEC divulgado na segunda-feira, que consolidou o acordo. O negócio bilionário, aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração do Twitter na segunda-feira (26), ainda precisa ser aprovado por acionistas da empresa e por órgãos regulatórios, mas a previsão é que seja concluído ainda neste ano. No mesmo registro, o bilionário se compromete a destinar até US$ 21 bilhões de sua fortuna pessoal para completar a operação, mas não detalha de onde vai sair esse dinheiro. Musk, que é o homem mais rico do mundo, com uma fortuna de quase US$ 265 bilhões, tem grande parte de seu dinheiro atrelado às ações da Tesla – cerca de 17% da empresa, avaliada em mais de US$ 1 trilhão, segundo a FactSet –, além da SpaceX, sua empresa espacial privada. Musk poderia vender ações da Tesla para arrecadar dinheiro – o que talvez prejudicasse o preço das ações da companhia. Por outro lado, a revista "Forbes" observa que o bilionário já usou mais da metade de sua participação na Tesla como garantia de outros empréstimos. Novos e antigos sócios Outra forma de Musk pagar pelo acordo seria buscar investidores que se juntem à sua proposta, comprando uma participação no futuro do Twitter. Em dois momentos, o homem mais rico do mundo deu pistas de que pode trabalhar com os investidores atuais do Twitter. Em carta ao conselho da companhia, ele afirma que poderia "explorar opções que permitam aos acionistas existentes investir a totalidade ou parte de seus rendimentos na transação". Em uma entrevista dada há algumas semanas, Musk disse que gostaria de manter "tantos acionistas quanto possível" para uma companhia de capital fechado. Segundo a legislação americana, após a compra o Twitter pode ter até 1.999 sócios. Nesse caso, alguns dos principais acionistas da companhia se juntariam a Musk na oferta. No documento, o bilionário informa que esses acordos devem ser feitos de forma separada – e não descreve os termos de cada negociação. Um desses sócios pode ser Jack Dorsey. O cofundador do Twitter tem cerca de US$ 980 milhões em participação na rede social, levando em conta o valor de US$ 54,20 oferecido por Musk. Na última segunda-feira (25), Dorsey adotou um tom otimista para falar sobre a venda da empresa. Os dois executivos costumam conversar sobre criptomoedas no Twitter e trocaram elogios públicos em diversas situações. Em janeiro de 2020, Dorsey convidou Musk para um evento com colaboradores da rede social. Na ocasião, o bilionário deu dicas de como melhorar a plataforma. Elon Musk e o Twitter: Uma relação antiga e polêmica Musk defende retorno de Trump Donald Trump e Elon Musk Reprodução O bilionário Elon Musk disse no último dia 10 que voltaria atrás na suspensão de ex-presidente americano, Donald Trump, do Twitter. Para Musk, que ofereceu US$ 44 milhões para comprar a rede social, houve um erro da plataforma ao agir dessa forma em relação a Trump. "Eu reverteria a suspensão permanente [de Trump]", disse Musk em conferência do Financial Times. O magnata deixou claro que a transação com o Twitter ainda não foi concluída e, por isso, não é certo que o banimento será revogado. Musk disse que ele e Jack Dorsey, cofundador do Twitter, concordam que não deve haver banimentos permanentes na rede social. "Não foi correto banir Donald Trump. Acho que foi um erro", continuou Musk. O ex-presidente americano foi suspenso do Twitter e de outras redes sociais após seus apoiadores invadirem o Capitólio dos EUA em janeiro de 2021 para questionar a vitória de Joe Biden na eleição presidencial. O Twitter apontou que Trump foi suspenso devido ao risco de incitação à violência. O banimento do perfil de Trump do Twitter "alienou uma grande parte do país", opinou Musk sobre os EUA. "Isso não acaba com a voz de Trump. Isso a amplifica entre a direita. É por isso que é moralmente errado e totalmente estúpido", continuou. Suposto viés à esquerda Musk também afirmou que é preciso diminuir um suposto viés de esquerda na moderação do Twitter. "Eles vêm de um ambiente que é muito à esquerda", disse o bilionário sobre funcionários baseados em São Francisco, nos EUA. "Mas falham em construir confiança no resto dos Estados Unidos e talvez em outras partes do mundo". Quando o acordo para compra do Twitter foi anunciado, Musk disse que pretende ampliar o espaço para liberdade de expressão na rede social. Ele também afirmou que pretende abrir o algoritmo para revisões de terceiros e autenticar todos os usuários reais para acabar com bots e contas de spam. Trump diz que não voltará ao Twitter Ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump disse que não retornaria ao Twitter. Chandan Khanna/AFP Trump já declarou que não voltaria à rede social mesmo que sua conta fosse restabelecida. Depois de o Twitter anunciar que havia aceitado a oferta, o ex-presidente americano disse que permaneceria na plataforma que ele próprio havia criado após ser suspenso do Twitter. "Não vou para o Twitter, vou ficar na Truth Social", disse Trump. "Espero que Elon compre o Twitter porque ele fará melhorias e ele é um bom homem, mas vou ficar na Truth", disse Trump. Demissões no Twitter Fachada da sede do Twitter em San Francisco, Califórnia REUTERS/Stephen Lam/File Photo O presidente-executivo do Twitter, Parag Agrawal, disse nesta sexta-feira (13) que, qualquer que seja o novo proprietário da companhia, ele ainda é responsável por torná-la mais forte. Na quinta-feira (12), a empresa havia comunicado aos seus funcionários a demissão de chefes das áreas de consumo e receitas, e a interrupção de novas contratações. "Embora eu espere que o negócio [com Musk] seja fechado, precisamos estar preparados para todos os cenários e sempre fazer o que é certo para o Twitter", escreveu Agrawal. "Independentemente da futura propriedade da empresa, estamos aqui melhorando o Twitter como produto e negócio para clientes, parceiros, acionistas e todos vocês", continuou. Parag Agrawal substituiu Jack Dorsey como presidente-executivo do Twitter Divulgação/Twitter O chefe da divisão de consumo do Twitter, Kayvon Beykpour, usou a rede social para confirmar a saída da companhia. O executivo, que está em licença paternidade, informou que deixará a empresa após 7 anos. "Esta não é a forma nem o momento que eu pensei em deixar o Twitter, e esta não foi uma decisão minha. Parag me pediu para sair depois de me informar que ele quer levar a equipe em uma direção diferente", publicou Beykpour. A empresa também demitiu o chefe da divisão de receita, Bruce Falck. Ele comentou sobre a saída em seu perfil na rede social e agradeceu aos colegas com quem trabalhou nos últimos cinco anos. "Conseguimos alcançar os resultados que obtivemos através do seu trabalho árduo – a receita trimestral não mente. Procure no Google", escreveu Falck. Em um tuíte que foi excluído em seguida, ele publicou: "Me inspirando no meu bom amigo Kayvon Beykpour, vou esclarecer que também fui demitido por Parag Agrawal". Beykpour e Falck haviam assumido seus cargos no início de 2022. Em comunicado aos funcionários, Parag Agrawal disse que a empresa não conseguiu atingir metas de crescimento de usuários e de receita que havia estabelecido em 2020. A ideia era alcançar US$ 7,5 bilhões em receita anual e 315 milhões de usuários diários até o final de 2023, mas os objetivos foram retirados do balanço mais recente. A companhia terminou 2021 com receita anual de US$ 5 bilhões e 217 milhões de usuários diários. As mudanças no comando do Twitter ocorrem em meio ao processo de compra da empresa por Elon Musk, o homem mais rico do mundo. Em abril, a empresa afirmou que seu conselho de administração aceitou uma oferta de US$ 44 bilhões feita pelo magnata. A transação ainda precisa ser aprovada por acionistas e órgãos regulatórios, mas a expectativa é de que ela seja concluída ainda este ano.

Carro movido a eletricidade, esterco e hidrogênio bate recorde mundial de autonomia

G1 - Tecnologia - Sex, 05/13/2022 - 06:00

O veículo foi modificado para combinar diferentes combustíveis e rodou por mais de 2 mil quilômetros sem precisar reabastecer em um autódromo da França. Carro modificado bate o recorde de autonomia na França Divulgação/ARM Engineering Um carro elétrico modificado com uma célula de combustível alimentada por biomassa e hidrogênio quintuplicou a autonomia de fábrica e bateu um recorde mundial superior a 2.000 quilômetros. O feito foi promovido pela empresa ARM Engineering na última quarta-feira (11), no circuito de Albi, na França. O carro escolhido foi um Renault Zoe – veículo totalmente elétrico com autonomia de quase 400 km – que recebeu melhorias para completar um trajeto de 2.055,68 quilômetros sem precisar reabastecer. LEIA TAMBÉM: Empresa de 'carros voadores' da Embraer entra na Bolsa de Nova York nesta terça Empresa de lançamento espacial pega foguete no ar apenas com helicóptero; entenda por que sucesso foi parcial Para alcançar esta distância, o veículo utilizou uma carga completa de sua bateria e um tanque com 200 litros de G-H3 – um biocombustível produzido a partir de esterco e hidrogênio – que alimentava uma célula de combustível para gerar eletricidade. Traseira de um dos veículos elétricos modificados pela ARM Engineering Divulgação/ARM Engineering O processo, idealizado pela francesa, permite utilizar o G-H3 para reformar o hidrogênio "e criar, assim, eletricidade para alimentar a bateria", segundo Marc Lambec, presidente da ARM Engineering. Apple aposenta iPod depois de 20 anos; relembre a história do tocador Astronauta faz sucesso no TikTok com vídeos sobre rotina no espaço Cinco pilotos se revezaram no volante do protótipo no circuito de Albi durante três dias, das 7h à meia-noite, para bater o recorde de distância de 1.360 km que pertencia a um Toyota Mirai nos Estados Unidos. Empresa francesa modificou um Renault Zoe para aumentar sua autonomia usando biocombustível Divulgação/ARM Engineering O mecanismo também é adaptável para um veículo com motor de combustão interna, como os carros movidos a combustíveis como gasolina e álcool. "Em um veículo térmico, o dispositivo permite reduzir em 80% as emissões de CO2 e suprimir as partículas finas", afirma Lambec.

Governo orienta Procons a processarem Apple e Samsung por venda de celulares sem carregadores

G1 - Tecnologia - Qui, 05/12/2022 - 19:31

Secretaria Nacional do Consumidor recomendou que as mais de 900 unidades dos órgãos de defesa do consumidor no Brasil iniciem procedimentos contra as duas fabricantes. Tim Cook apresenta o iPhone 13 em evento da Apple Brooks Kraft/Apple Inc/Handout via REUTERS A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, orientou as mais de 900 unidades do Procon no Brasil a iniciarem processos administrativos contra a Apple e a Samsung pela venda de celulares sem carregadores. Compartilhe essa notícia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram "A Senacon identificou possíveis irregularidades na exclusão dos carregadores e, com os Procon, iniciará 'procedimentos apuratórios' para que as empresas deem explicações ou até tenham que tomar as medidas necessárias para garantir a satisfação dos consumidores nacionais", disse o ministro da Justiça, Anderson Torres. Segundo o secretário nacional do consumidor, Rodrigo Roca, "a não inclusão dos carregadores dá um lucro de US$ 6,5 bilhões só para a Apple". Apple aposenta iPod depois de 20 anos; relembre a história do tocador iPhone 13: confira os preços do celular no Brasil Qual iPhone comprar? 11, 12 ou 13? Em março de 2021, o Procon-SP aplicou uma multa de R$ 10,5 milhões contra a Apple por conta da retirada dos carregadores das embalagens de seus celulares. A mesma medida levou o Procon de Fortaleza (CE) a aplicar uma multa de R$ 26 milhões contra a Samsung em janeiro de 2022. O Ministério da Justiça indicou em seu comunicado que, se 450 Procons penalizassem cada empresa em R$ 10 milhões, elas teriam que pagar um total R$ 9 bilhões ao fundo de recursos dos órgãos de defesa do consumidor. Ao g1, a Samsung informou que, durante o período de fabricação, disponibiliza gratuitamente um carregador de tomada para todos os consumidores que adquirirem os produtos Galaxy S21 5G, S21+ 5G, S21 Ultra 5G, Galaxy S21FE 5G, Galaxy S22 5G, S22+ 5G e S22 Ultra 5G, Galaxy ZFold3 5G e Galaxy ZFlip3 5G fabricados no Brasil.

TSE e Spotify fecham acordo para combate à desinformação nas eleições

G1 - Tecnologia - Qui, 05/12/2022 - 19:02

Streaming de áudio vai criar canal de comunicação para denúncia de conteúdos a serem analisados de acordo com as regras da plataforma. O TSE poderá usar esse meio para enviar ordens judiciais. Spotify apresentou falha nesta terça-feira (16) Christian Hartmann/Reuters O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Spotify anunciaram nesta quinta-feira (12) um acordo de colaboração mútua para combater a desinformação no período eleitoral. De acordo com o acordo, assinado pelas partes na última segunda-feira (9), será disponibilizado um canal de comunicação para denúncia de conteúdos a serem analisados de acordo com as regras do Spotify. O TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) poderão usar esse meio para enviar ordens judiciais, diz a nota do órgão público. Dona do Facebook, Instagram e WhatsApp diz que vai monitorar conteúdo sobre eleições WhatsApp lança assistente virtual para tirar dúvidas sobre eleições; veja como utilizar A plataforma de streaming de áudio vai disponibilizar também um recurso online que servirá como centro para informações relevantes sobre o processo eleitoral, incluindo um link para direcionar usuários para a página oficial do TSE na internet e materiais sobre serviços da justiça eleitoral, diz o comunicado. O acordo entre TSE e Spotify ainda envolve treinamentos de produção de conteúdo pela plataforma às equipes do TSE e dos TREs. Na outra ponta, o tribunal federal diz que "se compromete a disponibilizar informações e relatórios sobre o desenvolvimento das eleições que possam ser importantes para o Spotify", sem dar mais detalhes. A parceria dura até 31 de dezembro, após o fim das eleições deste ano. Acordos com redes sociais Desde o ano passado, o TSE tem adotado uma série de medidas com o objetivo de combater a disseminação de informações falsas e que possam comprometer as eleições deste ano. O órgão já assinou memorandos de entendimento para fazer frente a eventual desinformação na disputa eleitoral com plataformas incluindo Facebook, WhatsApp e Instagram, Google, Twitter e TikTok.

Twitter demite dois executivos e interrompe contratações

G1 - Tecnologia - Qui, 05/12/2022 - 14:55

Chefe da divisão de consumo disse que Parag Agrawal, CEO da rede social, quer levar a equipe em uma direção diferente. Empresa também demitiu chefe da divisão de receitas e disse que vagas em aberto serão revisadas. Twitter REUTERS/Stephen Lam/File Photo O Twitter comunicou nesta quinta-feira (12) aos seus funcionários a demissão dos chefes das áreas de consumo e receitas. A empresa também anunciou uma pausa nas contratações e uma revisão nas vagas em aberto, segundo a agência de notícias Reuters. Compartilhe essa notícia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram O chefe da divisão de consumo do Twitter, Kayvon Beykpour, usou a rede social para confirmar a saída da companhia. O executivo, que está em licença paternidade, informou que deixará a empresa após 7 anos. "Esta não é a forma nem o momento que eu pensei em deixar o Twitter, e esta não foi uma decisão minha. Parag [Agrawal, CEO do Twitter] me pediu para sair depois de me informar que ele quer levar a equipe em uma direção diferente", publicou Beykpour. O que pode mudar no Twitter com a compra por Elon Musk Musk diz que pode reverter suspensão de Trump no Twitter A empresa também demitiu o chefe da divisão de receita, Bruce Falck. Ele comentou sobre a saída em seu perfil na rede social e agradeceu aos colegas com quem trabalhou nos últimos cinco anos. "Conseguimos alcançar os resultados que obtivemos através do seu trabalho árduo – a receita trimestral não mente. Procure no Google", escreveu Falck. Em um tuíte que foi excluído em seguida, ele publicou: "Me inspirando no meu bom amigo Kayvon Beykpour, vou esclarecer que também fui demitido por Parag Agrawal". Beykpour e Falck haviam assumido seus cargos no início de 2022. Parag Agrawal substituiu Jack Dorsey como presidente-executivo do Twitter Divulgação/Twitter Em comunicado aos funcionários, Parag Agrawal disse que a empresa não conseguiu atingir metas de crescimento de usuários e de receita que havia estabelecido em 2020. A ideia era alcançar US$ 7,5 bilhões em receita anual e 315 milhões de usuários diários até o final de 2023, mas os objetivos foram retirados do balanço mais recente. A companhia terminou 2021 com receita anual de US$ 5 bilhões e 217 milhões de usuários diários. As mudanças no comando do Twitter ocorrem em meio ao processo de compra da empresa por Elon Musk, o homem mais rico do mundo. Em abril, a empresa afirmou que seu conselho de administração aceitou uma oferta de US$ 44 bilhões feita pelo magnata. A transação ainda precisa ser aprovada por acionistas e órgãos regulatórios, mas a expectativa é de que ela seja concluída ainda este ano. Raio X do Twitter Arte/g1